sábado, 27 de novembro de 2010

Obesidade Mental - Andrew Oitke


O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de
reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações
humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que éque ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandela é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»

domingo, 21 de novembro de 2010

Páginas Encenadas - Festival de Outono


O CITEC, (Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho), apresentou no Centro Cultural de Verride, o seu mais recente projecto teatral, com textos de Horold Pinter.
"O Amante", com encenação de Deolindo Pessoa e interpretação de Carlos Cunha e Joana Macias e "Victoria Station", encenação de Pedro Carraca e interpretação de José Cação e Nuno Castilho.
O publico verridense, não apareceu, está de costas voltadas para estas iniciativas, sem justificação.
Apesar disso, fica registado mais uma excelente iniciativa do Centro Cultural de Verride
Esteve presente o Director Regional da Cultura e a vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.

domingo, 7 de novembro de 2010

Só visto!!!


A imagem mostra uma viatura ligeira num local assinalado de parqueamento de ambulâncias!! Quando a condutora estava a estacionar, alertei-a para o facto, tendo respondido que não se demorava. Hora e meia depois o carro ainda lá estava.
Este comportamento, revela desrespeito por todos aqueles que necessitam daquele local para estacionar as ambulâncias, pelos utentes desses veículos e acima de tudo um desrespeito por todos nós. O hospital até tem um parque de estacionamento com muitos lugares disponíveis. Infelizmente exemplos destes são inúmeros, basta ir a um Centro Comercial e ver os lugares destinados a pessoas com deficiência, ocupados por viaturas cujos condutores devem ter deficiência é na consciência.